terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Trabalhador terá um 2012 com bons reajustes

Para os trabalhadores organizados em sindicatos que irão reivindicar aumento salarial neste ano, a expectativa de resultado no geral para os acordos e convenções coletivas em 2012 é semelhante ao que ocorreu em 2011, ano considerado excelente – 93,2% das categorias profissionais conquistaram reposição da inflação e ganho real no primeiro semestre.
Por Jornal da Tarde

A estimativa é de especialistas e dirigentes sindicais. A diferença pode ficar nos períodos semestrais: o ano passado começou bem e terminou fraco quanto aos indicadores econômicos que pesam na mesa de negociação – inflação e crescimento econômico, por exemplo. Para este ano, deve ocorrer o inverso – fôlego maior no segundo semestre.

“Em 2011 saímos de 7,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre para um segundo fraco. Para este ano apostamos na aceleração da economia no início do segundo semestre de 2012 e, quem sabe, ter um resultado de PIB melhor do que o ano passado, um pouco acima de 3% ”, diz o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Ele acredita que o início de 2012 ainda pode ter um refluxo do clima e influência dos resultados do final do ano passado.

Os dirigentes sindicais estão mais otimistas quanto às negociações salariais terem resultados ainda melhores que os de 2011. Citam como exemplos a maior receptividade à reposição da inflação e aplicação de ganho real, a partir das medidas que o governo tem tomado para acelerar a economia brasileira. Foi o caso até agora da redução a taxa de juros básica – a Selic – para diminuir o custo aos consumidores e investidores e a desoneração da folha de pagamento para alguns setores.

“O País não entrou em recessão no ano passado porque houve medidas políticas para que isso não ocorresse. Temos a pressão da crise econômica internacional, mas também ações para aquecer a economia”, diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, mesmo com a inflação em alta em 2011 e a crise no mercado externo, 84% dos acordos no primeiro semestre conseguiram ganhos acima da inflação, resultado que deve ser parecido no segundo semestre. “Para 2012 teremos uma inflação mais contida e ações do governo para acelerar a economia, o que garante, pelo menos, um resultado semelhantes ao do ano passado.” O mercado financeiro prevê o inflação de 5,32% para este ano – 2011 fechou com taxa de 6,5%. O PIB deve chegar a 3,3% em 2012 contra 2,87% do ano passado.

O professor de relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) Arnaldo Mazzei Nogueira explica que não são apenas os aspectos econômicos que devem ser levados em consideração nas negociações salariais, mas também no poder de mobilização, organização e representação das entidades sindicais. “Mesmo com uma economia com resultados abaixo do esperado em 2011, setores como bancários e construção conseguiram aumentos significativos.”

Nogueira acredita que este ano possa haver mais mobilização dos trabalhadores por reajustes e melhores condições de trabalho. “Temos um ano eleitoral. O setor público deve fazer pressão para conseguir melhores salários.”

Lula recebe nesta terça visita do presidente do Uruguai

Segundo assessoria do ex-presidente, visita de Mujica é de caráter pessoal. Desde o ano passado, Lula faz tratatamento contra um câncer na laringe.
Por G1

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, desembarca nesta terça (17) em São Paulo para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou a assessoria do ex-presidente.

De acordo com a assessoria de Lula, o motivo da viagem do presidente uruguaio é de caráter exclusivamente pessoal.

Mujica virá ao Brasil, acompanhado da primeira-dama e senadora Lucía Topolansky, para prestar solidariedade ao ex-presidente, que sofre de um câncer na laringe, diagnosticado em outubro do ano passado.

O local do encontro será o hotel Sofitel São Paulo Ibirapuera, na Zona Sul da capital.

Desde o último dia 4, o ex-presidente faz tratamento de radioterapia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele já se submeteu a sessões de quimioterapia, primeira etapa do tratamento - a radioterapia é um tratamento complementar.

Segundo a equipe médica, os primeiros exames após a quimioterapia, em dezembro, indicaram que o tumor na laringe havia sofrido uma redução de tamanho de 75%.

A diferença entre Dilma e Alckmin é profunda

Como demonstrou Ricardo Amaral no livro “A vida quer é coragem”, a JK de Saias sempre teve um lado.
Por Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada

Na solenidade do Minha Casa, Minha Vida, em São Paulo, a Presidenta, o JK de Saias, disse, segundo o Estadão, na pág. A8:

“ Podemos ter nossas divergências (ao se dirigir ao governador tucano Geraldo Alckmin) eleitorais, mas, terminadas as eleições, essas divergências deixam de existir. O que mostra a maturidade do Brasil é essa relação que nós conseguimos estabelecer, independentemente de origem partidária, credo político e religioso ou opção futebolística,” disse a Presidenta.

Na primeira página, como de hábito, o Estadão, que não tem nenhum compromisso com a verdade factual, diria o Mino Carta, deu uma rasteira na Presidenta (será que o Estadão quer aderir à frente de apoio à Presidenta, e sentar-se ao lado do Eduardo Campos ?):

“ Dilma diz (sic) que diferenças com oposição são só ‘eleitorais’.”

As diferenças entre a Dilma e o Alckmin, entra o PT e o PSDB são profundas, além de “eleitorais”.

E elas se concretizam nas eleições.

As divergências ficam claras, ali.

Nas três ultimas eleições presidenciais, por exemplo.

Os tucanos ficam ao lado da Privataria.

O Lula e a Dilma, contra.

Os tucanos acham o Bolsa Família o Bolsa Vagabundagem.

O Lula e a Dilma ampliaram o Bolsa Família e , agora, criaram o Brasil sem Miséria.

O Lula e a Dilma fizeram e fazem um Governo para criar uma ampla classe média.

O Governo do Cerra/FHC acentuou a desigualdade de renda e, quando deu emprego, deu emprego informal.

Cerra e FHC achataram o salário mínimo.

Dilma e Lula tem a mania de dar aumento real ao salário mínimo.

Cerra e FHC foram, de joelhos, três vezes ao FMI.

Lula saiu do FMI e agora empresta ao FMI.

Para ficar numa diferença atual, contemporânea.

Os tucanos de São Paulo enfrentam a tragédia do crack com balas e tiros.

Como o Cerra enfrentou os estudantes, professores e policiais grevistas.

E tem o “liberou geral” do jenio do FHC.

A Dilma tem um plano nacional de enfrentamento do crack, que dá ênfase ao tratamento e à recuperação.

Sem tiro.

Terminada a eleição, sobrevém o espírito republicano – a integração entre programas federais e estaduais, em benefício do povo.

O que não acontecia quando o Padim Pade Cerra governou (?) São Paulo e boicotou o ENEM para agradar à Folha (*).

E fez corpo mole com o Minha Casa, Minha Vida, para esconder a Dilma.

“Civilidade “ não significa “identidade”.

Espírito “republicano“ não significa “adesão“.

Como demonstrou Ricardo Amaral – clique aqui para ler e ver a entrevista na Record News -, no livro “A vida quer é coragem”, a JK de Saias sempre teve um lado.

Do outro lado estão o Cerra, o FHC e o Alckmin.

O que as eleições demonstram de forma eloquente.

Do contrário, a eleição terminava em empate.

O Estadão faz qualquer papel.

E é capaz até de querer tirar uma casquinha no prestígio da JK de Saias.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Participação popular: uma marca dos governos petistas

Em Várzea Paulista iniciamos esse processo em 2005, com o Orçamento Participativo. Foi uma experiência única acompanhar os primeiros passos da população nesse novo caminho, em que governo e povo decidem juntos onde parte do orçamento municipal deverá ser investida no ano seguinte, em demandas de curto prazo.
Por Eduardo Pereira

Transformadores. Assim devem ser os governos petistas em todos os níveis da administração pública, seja ela municipal, estadual ou federal, a exemplo do Governo Lula, o melhor que o Brasil já teve, cujas transformações têm continuidade com a presidenta Dilma. Mas essas mudanças que promovemos acontecem de forma tão intensa e efetiva porque prezamos uma de nossas principais bandeiras: a participação popular

Em Várzea Paulista iniciamos esse processo em 2005, com o Orçamento Participativo. Foi uma experiência única acompanhar os primeiros passos da população nesse novo caminho, em que governo e povo decidem juntos onde parte do orçamento municipal deverá ser investida no ano seguinte, em demandas de curto prazo.

Em uma cidade em que nunca houve planejamento e que passou 41 anos crescendo desordenadamente, sem sequer um Plano Diretor, as demandas eram bastante primárias, como a falta de água e de tratamento de esgoto; ausência de asfalto nas ruas e de um hospital público; entre outras necessidades básicas.

E como costumam ser as gestões petistas, fizemos um governo transformador nos últimos sete anos, todos eles em parceria com a população. Solucionadas as demandas primárias, decidimos ir além. Iniciamos um grande projeto de planejamento de médio e longo prazo, o Plano Várzea 2022, baseado no Brasil 2022. Decidimos pensar em como queremos que Várzea Paulista esteja quando o nosso país completará o bicentenário de sua independência.

Realizamos em 2011 plenárias, conferências e fóruns segmentados para discutir com a população a cidade que ela sonha para os próximos dez anos. Ao todo foram 330 encontros, com cerca de 5.600 participações. Mais de 600 delegados foram eleitos nessas atividades. O ápice das discussões foi o Congresso da Cidade, que reuniu todas as metas definidas pela sociedade civil organizada – moradores, comerciantes, empresários, líderes comunitários, ativistas, entre outros. Delegados e delegadas, com base em fervorosos debates, decidiram meta por meta.

Neste grande momento do processo participativo tivemos uma surpresa. Em sete anos, a concepção de cidade que os varzinos tinham e seus anseios para o futuro já não eram mais os mesmos de alguns anos atrás. As senhoras que queriam água para cozinhar ou tomar banho, continuam querendo água, mas para construir uma piscina pública. Os jovens querem um centro de línguas para aprender inglês e espanhol. As necessidades básicas se transformaram na busca por cultura, lazer e entretenimento.

Essa mudança na forma de pensar das pessoas têm um significado que vai além de termos desempenhado um bom governo. A participação popular ao longo da nossa gestão nos assegurou investir o dinheiro público nas reais necessidades da cidade.

Colher os frutos dessa bandeira ainda no meu mandato é gratificante, assim como acompanhar aquelas pessoas que em 2005 decidiam as demandas prioritárias para o ano seguinte, debatendo a cidade que elas sonham para os próximos dez anos.

O Congresso da Cidade foi um dos momentos mais bonitos que presenciei em Várzea Paulista. Lembrou-me os congressos sindicais, estudantis e populares dos anos 80. Os delegados e delegadas votaram nas metas que querem alcançar até 2022 com a certeza de ter o futuro da cidade em suas mãos. Dessa forma, o nosso governo não apenas inaugurou o processo de participação popular em Várzea Paulista, como deixou um legado: a perspectiva de concretização do futuro dos sonhos de cada cidadã e cidadão varzino.

*Eduardo Pereira é prefeito pelo PT em Várzea Paulista.

Como Dilma vai entrar para a História. Com uma foto

 

Entrar para a História com a política de inclusão social, que o Brasil sem Miséria encarna, não basta.

O ansioso blogueiro acabou de ler o indispensável “A vida quer é coragem – A trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil”, de Ricardo Batista Amaral, publicado pela editora Primeira Pessoa.

É a reconstituição da vida de Dilma Rousseff até chegar à Presidência.

Amaral situa o ambiente político em que a Presidenta se formou, cresceu, conquistou a confiança de Lula e se fez Presidenta.

O que há de excepcional, de singular nessa biografia ?

A tecnocrata eficiente, workaholic, implacável, a mulher dura entre “homens meigos – a mãe do PAC”.

A economista de sensibilidade política.

A política de visão social.

Mulher, a primeira mulher presidenta.

A leitura de “A vida quer é coragem” leva a uma conclusão inevitável: Dilma vai entrar para a História do Brasil como a guerrilheira torturada, corajosa, desafiadora, altiva, que chegou à Presidencia.

Entrar para a História com a política de inclusão social, que o Brasil sem Miséria encarna, não basta.

Esse é o território do Nunca Dantes.

Ele é o pai da Classe C.

Pilotar a crise econômica mundial e impedir que chegue ao Brasil é um esforço passageiro: a crise perdeu a força de desorganizar o Brasil – apesar dos notáveis esforços da Urubóloga.

Educação, Ciência sem Fronteiras, Saúde, UPAs, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, a infra-estrutura, portos, ferrovias, estradas, chegar ao Pacífico, faxina.

Não será essa a marca da Presidenta naquele livro em que o Fernando Henrique se depositará numa nota de pé de página, como Dutra – isso, se a CPI da Privataria pegar leve.

Naquele livro, em que Vargas e Lula estarão na capa, Dilma entrará com aquela foto em preto e branco.

Em 1970, na Primeira Auditoria Militar, no Rio, aos 22 anos, ela denunciou os torturadores e os oficiais auditores esconderam o rosto do fotógrafo – e dela.

No livro de Amaral, o que sobressai é a narrativa minuciosa sobre a guerrilheira.

A guerrilheira que jamais se arrependeu do que fez.

E, no Senado, diante de um medíocre senador de oposição, expôs por que mentiu sob tortura: ela não entregou nenhum companheiro.

A torturadores se mente, ela ensinou.

(Nesse ponto do livro, o Gabeira tem a estatura moral de um desnorteado.)

A Presidenta não poderá evitar esse encontro com a Dilma de 22 anos.

O re-encontro com o torturadores.

Aqueles que, hoje, se escondem sob a toga da Lei da Anistia.

A “Lei” que a Corte de Direitos Humanos da OEA – que a Constituição brasileira reconhece – considerou uma ignomínia, um Crime contra a Humanidade.

Como “A vida quer coragem”, ela pode ser a Presidenta que instalou os Direitos Humanos numa sub-democracia latino-americana.